Se eu mudo de humor
A cada dia da semana
Se eu sou tão inconstante
E pareço tão insana
Entenda meu amor:
É que eu sou canceriana
De dia, quase uma freira
Eu sou muito puritana
E de noite, despida de tudo
Sou quase profana
Como poderia ser de outro jeito
Sendo eu canceriana?
Posso também ser espalhafatosa
Pulseiras e truques de cigana
E no instante seguinte assumir
Um estilo bem mais à paisana
Não é esquizofrenia, meu bem
Meu mal é ser canceriana
Não me culpe se eu sou
A imagem da boa samaritana
E antes mesmo de virar as costas
Me transformo numa insana
Culpe os astros, se quiser
Eles me fizeram canceriana
Frágil, muito frágil
Assim eu sou: de porcelana
Mas não encha o meu saco
Ou eu viro uma tirana
Os opostos moram em mim
Porque eu sou canceriana
E se você pensa que eu tomo jeito
Com terapia freudiana
Eu te digo, meu amor:
Aí é que você se engana
Eu sou um caso perdido
Perdidamente canceriana

Eis aí Mulher, a amiga, a pensadora! Reverências minhas!
ResponderExcluirMiguel Garcia