Eu particularmente não gosto de despedidas; ainda não me habituei a dizer adeus!
A dor da despedida é proporcional à alegria da chegada, mas um “adeus” pesa na alma, enquanto um “cheguei” traz alívio – não falo de pessoas, mas de circunstâncias generalizadas. Isso se dá pelo motivo de que quando chegamos ficamos, estamos, mas quando partimos, simplesmente vamos, saímos, deixamos. A presença ameniza o sentimento de euforia pelo presente (surpresa) da chegada, mas nas despedidas o temor da ausência intensifica a dor da perda – por vezes não se perde, mas a ausência cria tal sentimento.
Contudo, a grande vilã, em todos os contextos de despedida, é a chegada avassaladora da saudade. Saudade é um sentimento amargo, que produz um vazio incomensurável na alma; um sentimento cruel, sanguinário, não sossega enquanto não nos rouba todas as lágrimas, mas paradoxalmente aproxima os corações, ativa as paixões e aviva os sentimentos mais sublimes. Infelizmente é depois do adeus que percebemos o valor das pessoas; tanto os que vão, quanto os que ficam, todos sentimos falta – uma dor que até parece invencível
http://celebraii.com.br/2009/08/23/dizer-adeus-doi/ Trecho do texto de Will S. Carvalho
http://celebraii.com.br/2009/08/23/dizer-adeus-doi/ Trecho do texto de Will S. Carvalho

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